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Epilepsia atinge cerca de 3 milhões de brasileiros - Reportagem Jornal da Band

December 6, 2016

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Eu preciso me questionar, inevitavelmente.

 

As perguntas que fazemos a nós mesmos nos tiram do lugar comum e podem nos levar a lugares que sejam muito melhores do que aquele que estamos hoje.

Vou contar para vocês algo muito pessoal, mas que foi tão importante na minha vida que ficou em minha mente até hoje.

Quando adolescente eu passava por uma fase muito difícil, com muitas crises diárias, chegando a ficar atordoado por não entender o porque e nem de que forma deveria agir para que melhorasse e tivesse uma qualidade de vida digna. Essa dúvida gerava uma insegurança muito grande pessoal e a todas as pessoas que conviviam diretamente comigo, já que mesmo com toda a vontade que pudessem ter, se sentiam também impotentes para poder me ajudar.

Os dias foram passando e a situação cada dia estava mais difícil, inclusive piorando a quantidade e perfil das crises que tinha diariamente. Sentia-me mal inclusive com a relação que tinha com meu médico, percebendo um certo afastamento dele com o tratamento, como se cada vez que fosse ao consultório era somente para pegar as receitas para comprar os remédios por mais um período e mais nada.

Nesse momento apareceu a minha mãe, pessoa mais importante da minha vida. Ela sempre me dizia que deveria tentar um outro profissional para acompanhar meu tratamento e viu naquele momento uma situação limítrofe e conversando comigo voltou a me questionar a respeito, mas eu apesar de tudo e, voltando a dizer, estando inseguro com o momento, não pensava em mudança alguma, acreditava que fazendo as coisas da forma como fazia corretamente, em algum momento os resultados apareceriam.

Sou uma pessoa que quando tenho problemas pessoais, geralmente, me fecho dentro de um universo que é só meu, não divido as coisas e fico remoendo demais dentro da minha mente, o que não ajuda em nada a minha condição. Foi um momento difícil, de confronto, discussão e muito atrito verbal, onde fui desafiado por sentir que a minha opinião não estava sendo respeitada, fui enfrentado, minha mãe me tirou do meu lugar comum e quando comecei a falar duro com ela eu escutei: “Vamos grita, fala o que você sente, coloca para fora. Ou você acha que ficar dessa forma vai te ajudar?”

Nesse momento percebi o que ela estava tentando fazer, apesar de poder estar sendo difícil para ela, foi a forma que ela encontrou para que eu pudesse expor meu sentimento e por incrível que pareça acabou tendo um impacto grande naquele momento e minhas crises diminuíram, fazendo com que me sentisse melhor e depois mais tranquilo e também mais seguro, pudesse tomar as decisões que me cabiam e junto com minha mãe decidi mudar de médico e parti para um novo tratamento que na época foi bastante importante e fez com que me sentisse melhor.

Daí para frente muitas coisas aconteceram, tanto para melhores como piores, em relação ao tratamento e a própria vida, assim como é comum acontecer com todos nós, mas comecei a ter a convicção que apesar de as vezes estarmos acostumados com determinada situação, é sempre importante se questionar e por pior e mais impactante que seja o momento de uma mudança, depende de nós mesmos o resultado e os benefícios que elas trazem à nossas vidas.

 

 

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