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Epilepsia atinge cerca de 3 milhões de brasileiros - Reportagem Jornal da Band

December 6, 2016

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Busquei o melhor. Quase 11 anos usando a Terapia VNS.

Desde 2007 faço uso da terapia VNS, são dez anos de mudança e qualidade de vida. Atualmente, em janeiro de 2018, faz um ano desde o ultimo implante.

Quando busquei informações a respeito da terapia eu estava passando por um momento muito difícil e desacreditado em relação ao meu futuro relacionado ao tratamento da epilepsia. Depois de ter passado por diversas terapias e tratamentos eu não entendia o porque de não conseguir encontrar algo que me beneficiasse, mesmo que não fosse por completo, ou seja, com o controle total das crises, que pudesse me trazer uma qualidade de vida melhor do que aquela que eu tinha no momento, que pudesse ter uma noite de sono tranquilo e ao acordar não me sentisse mais cansado ainda, já que essa era a minha realidade.

Viver com epilepsia é um eterno desafio, uma questão que nos deixa sempre em duvida do amanhã, não sabemos se poderá ser melhor ou pior do que hoje, se as crises aparecerão e quais as consequências delas. Nunca tive medo de enfrentar novos desafios para buscar o melhor, assumindo os riscos, mas esses desafios precisavam aparecer para serem enfrentados, a questão era que naquele momento, depois de anos convivendo e vivendo com as crises e todo o impacto que elas trouxeram a minha vida, já tinha passado da hora deles aparecerem.

 

Fora os tratamentos medicamentosos, qualquer outra terapia era inviável por diversas circunstancias, sendo assim a solução era esperar um medicamento “mágico” e que também pouco estavam ajudando. Seja usando com medicamentos associados ou não, já não resolviam quase mais nada.

Em certo momento tive em minhas mãos informações sobre a terapia VNS e foi lá que apostei todas as minhas oportunidades de fazer com que o futuro pudesse ser melhor do que o presente. Em um primeiro momento a resposta que recebi da médica de esperar um pouco mais não foi a mais animadora, mas também não foi definitiva, de forma que pudesse me fazer desistir.

Quando no começo de 2007 ouvi que aquele era o momento para enfrentar esse novo desafio eu me agarrei a ele. Pensei muito na minha mãe naquele momento e em tudo o que passamos juntos em busca do melhor tratamento e mesmo com a expectativa acima do ideal eu acreditei e não poderia ser diferente, acreditei sonhando com o melhor, mas com a mente e os pensamentos orientados a me colocar em meu lugar, inclusive para entender que os melhores resultados, assim como na maioria dos casos, apareceriam a médio e longo prazo.

Quase onze anos se passaram, novos implantes para troca de bateria, novas tecnologias, muitas coisas foram acontecendo, mas a expectativa se fez concretizada e hoje sinto-me um outro homem. Sentir-se útil, alguém capaz e feliz por isso sempre foram um dos meus maiores objetivos e o VNS permitiu que assim as coisas acontecessem.

A redução significativa das crises foi o maior beneficio que recebi com o tratamento e a cada dia agradeço muito por isso. Posso não ter o controle total das crises, mas percebi desde o primeiro momento, quando o estimulador foi ligado, que eu precisaria continuar acreditando e me dedicando, essa era a minha parte no processo e somente assim os resultados apareceriam.

Hoje visto-me de novos sonhos, agarro-me aqueles que se tornaram realidade e não desistirei de que o amanhã possa ser ainda melhor e diferente, mas não olho para o passado com tristeza e desprezo e sim com alegria e orgulho por ter sido justo e honesto comigo e com aquelas pessoas que fizeram e ainda fazem tanto por mim, as que eu conheço e aquelas que jamais me viram, mas foram capazes de estudar, criar novos medicamentos, terapias ou qualquer outra coisa que possa ter feito o meu dia um pouco melhor.

Entendo com a idade que tenho que a epilepsia “provavelmente” fara parte da minha vida até o ultimo dia dela, mas tenho em minha plena consciência que sempre serei alguém que fará com que esse futuro, incerto ou não, sempre será enfrentado com muita vontade e prazer pela vida e não de uma luta contra a epilepsia ou qualquer outra doença.

 

 

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