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Epilepsia atinge cerca de 3 milhões de brasileiros - Reportagem Jornal da Band

December 6, 2016

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Porque conscientizar?

 

As pessoas que têm epilepsia vivem em um “mundo” onde por muitas vezes se sentem sozinhos ou fora do contexto social, provavelmente reflexo do estigma e preconceito criado devido à falta de informação e não conhecimento a respeito da própria situação que vive e entrega o conhecimento a quem pode ajudá-lo, como médicos e profissionais de saúde e não notam que a maior ajuda quem pode oferecer a ele é exatamente ele mesmo.

Ter conhecimento de causa e saber a sua condição é algo fundamental e faz com que tenha um papel essencial dentro de seu tratamento que declaradamente apenas o ajudará, estando presente não só na vontade de querer estar bem, mas como peça principal e ativa dentro do desenvolvimento do seu tratamento.

O preconceito e o estigma, definitivamente existem apenas devido à falta de informação e também posso afirmar de forma clara e objetiva que por muitas vezes reclamamos do preconceito que sofremos sem perceber que somos preconceituosos com nós mesmos.

Ter uma postura ativa, tomando a frente e enfrentando os problemas que a vida pode nos trazer sempre que a enfrentamos de peito aberto pode ser muito difícil e deixar a responsabilidade de viver na mão dos outros, sempre reclamando e dizendo o que essas pessoas devem fazer para que “sua vida” seja diferente é mais simples, mas nem sempre chegaremos ao nosso objetivo ideal e acabamos sempre que nos adaptar sem jamais poder sentir o verdadeiro prazer de uma conquista ou aprendizado.

Desde algum tempo para cá, mais especificamente desde 2002, entendi exatamente o que descrevi nas linhas anteriores. Eu necessitava tomar as rédeas da minha vida e apenas reclamar não faria com que as coisas pudessem ser mais fáceis.

Nesse exato momento comecei a fazer algo que pudesse levar informação para as pessoas. No momento inicial me sentia autossuficiente e acreditei que provavelmente o que aconteceria era exatamente levar informação aos outros para quem sabe em um futuro próximo poder ser um multiplicador e fazer com que muitas outras pessoas também agissem da mesma forma. Quase tudo certo, apenas um detalhe, eu não era dono de todo o conhecimento e essa relação diária criada com as pessoas, fez com que eu entendesse que conscientizar e levar informação é uma via de mão dupla e eu não tinha apenas coisas para oferecer, mas sim muito e muito para aprender.

Foi através desse aprendizado que encontrei a oportunidade de ser embaixador e diretor do Purple Day no Brasil e além dos trabalhos já realizados com o Viva com Epilepsia, assumi a responsabilidade de ser alguém que pudesse ser um multiplicador mundial no assunto epilepsia na sociedade, principalmente no que diz respeito a qualidade de vida.

Definitivamente sou consciente em dizer que muitas pessoas passaram e passam todos os dias pela minha vida e se tornaram exemplos para que eu pudesse seguir adiante, alguns se tornaram amigos pessoais, posso dizer que são essas pessoas que fazem com que eu possa acreditar que o caminho seguido seja correto e que ainda existe uma estrada muito mais longa a seguir caso cada um de vocês que estiverem lendo esse texto sentirem dentro de si que podemos sim ter um papel gratificante e representativo dentro da sociedade, fazendo com que o amanhã de cada um ou de todos possa ser diferente do que vivemos hoje.

É um trabalho de formiguinha que começou com quatro pessoas e hoje atinge milhares de pessoas. No ano de 2016 foram realizadas 25 atividades do Purple Day em todo o Brasil, um número bastante significativo, mas no ano de 2017 foram realizadas 43 atividades, entre encontros, caminhadas, palestras, simpósios e tantas outras, o que determina um crescimento de 72% em relação ao ano anterior. O resultado está visível a todos e cada dia mais levamos informação e conhecimento através de atividades, mas principalmente dentro de redes sociais com grupos e páginas de grande expressão que acolhe mães, pais, familiares, interessados no assunto e principalmente pessoas com epilepsia em busca de autoconhecimento e ajuda para evolução de seu próprio tratamento.

Por muitas vezes achamos que não somos capazes de ajudar ou que se fizéssemos algo atingiria um grupo muito pequeno de pessoas, mas é ai que está exatamente a solução de tudo, não importa o número de pessoas que podemos atingir em um breve momento, precisamos acreditar que estamos fazendo o melhor e com certeza, se estivermos levando informação à uma única pessoa, que ela provavelmente estará fora das sombras do conhecimento e a cada um que pudermos alcançar conseguiremos ampliar e muito a possibilidade de viver em uma sociedade longe de preconceitos.

É exatamente nas pequenas iniciativas que nascem grandes atitudes e a persistência é a qualidade das pessoas que sabem acreditar no melhor sempre.

No próximo dia 26 de março comemoramos mais um Purple Day e podemos ter uma grande atitude.

Faça parte dessa história, assuma as rédeas da sua vida, perceba a importância de informar e conscientizar e seja um parceiro nessa luta a favor da vida, afinal juntos somos muito mais fortes. É preciso conscientizar para mudar, é simples, apenas uma questão de escolha.

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