Please reload

Posts Recentes

Epilepsia atinge cerca de 3 milhões de brasileiros - Reportagem Jornal da Band

December 6, 2016

1/2
Please reload

Posts Em Destaque

Nossas emoções "são" nossas epilepsias.

 

Esta semana estive em consultório conversando com minha médica e ao falar da minha situação atual eu, particularmente, pude descrever em detalhes a importância que um equilíbrio emocional pode ter na minha vida como pessoa que convive com uma condição crônica de saúde.

Passam-se os dias e a cada momento que nos vemos em nossos espelhos vamos identificando um ser um pouco mais diferente. Não apenas por uma questão de maturidade no sentido de “desenvolvimento da idade” rsrsrs, mas principalmente pelo autoconhecimento e como aprendemos a lidar com nossa própria vida em todos os sentidos.

No último post falei um pouco da dificuldade que temos ao enfrentar cara a cara as circunstâncias às quais somos apresentados, mas se conhecer faz com que possamos nos ajudar quando entendemos que é necessário fazer algo em próprio beneficio e que somente nós podemos.

Falar de autoconhecimento é ponto crucial quando o assunto são emoções, mas inevitavelmente apesar de ter consciência que o equilíbrio é muito importante para absolutamente tudo, não conseguimos viver o tempo todo dentro de uma média de controle onde poderíamos ter pequenas variações para cima ou para baixo, mas que permanecesse sempre em equilíbrio. Sabemos que não é exatamente dessa forma como acontece, afinal a vida não é tão exata assim. Conclusão difícil para um matemático convicto.

O fato das variações emocionais em relação à epilepsia serem tão determinantes podem mudar completamente o andamento de um tratamento. Eu sempre falo sobre a importância do conhecimento e relacionamento do médico com o paciente e são em questões como essas que percebemos até que ponto isso faz a diferença.  Às vezes quando sentamos na frente de nosso médico para fazer uma consulta, seguindo a risca o tratamento e sem entender o porque de uma variação em determinados sintomas ou aumento no número de crises que estejam incomodando atualmente, não nos damos conta que fazer o levantamento detalhado para entender o porque dessas mudanças pode ser tão importante quanto uma alteração na dosagem de um medicamento que por muitas vezes não surtirá efeito e poderá até criar um problema maior aumentando a probabilidade de uma intoxicação, efeitos colaterais, entre outras questões.

Dessa forma, no meu caso, a influência do momento emocional no perfil e quantidade de crises ter uma interferência direta é bastante significativa. O aumento de crises para uma pessoa com epilepsia é algo que interfere e muito no que mais buscamos em nosso dia a dia que é qualidade de vida.

Buscar uma forma de extravasar as emoções mais difíceis e controlar essas sensações a ponto de que não interfiram em questões tão importantes é o melhor  a ser feito. Não podemos nos livrar dos problemas, eles sempre estarão presentes, mas saber lidar com eles é algo que podemos aprender em beneficio próprio e até das pessoas que sejam mais próximas.

Viver emoções intensas e fortes que mexem profundamente com o que sentimos de mais importante em nosso coração, acaba fazendo com que o corpo nos responda e essa resposta nem sempre é a melhor possível, mas geralmente servem para que possamos entender, enquanto há tempo, que é preciso fazer algo e quem sabe não somente uma mudança de pensamento, mas de atitude seja a melhor opção a ser tomada para uma vida mais saudável e longe de qualquer tipo de crises, sejam elas convulsivas ou não.

 

Compartilhe no Facebook
Compartilhe no Twitter
Compartilhe no Linnkedin
Comparrtilhe no Pinterest
Compartilhe no Google+
Please reload

Siga
Please reload

Arquivo
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • White Instagram Icon
  • White YouTube Icon
  • White Facebook Icon
  • White Facebook Icon

© 2020 Viva com Epilepsia

• Eduardo Caminada Junior •

  • White Instagram Icon
logo injoy
  • White YouTube Icon